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Academia Centro de Artes

 

Houve um dia que Deus falou
Ao coração de muitos talvez
Não sei a quantidade
Não sei os porquês

Apenas na altura sabia
Que obedecer a Deus seria o melhor
Pois ele é o nosso pai
Então pensei '' Está bem, aqui vai''

Entrei então num mundo desconhecido
Os meus pés não o pisaram
Mas só apenas no início
Porque depois lágrimas cantaram

Cantaram graças ao espírito santo
Que recebi em mim
E foi no meio daquela guerra
Que o amor de Deus entendi

Calma, mas o amor de Deus não dá para entender
Não dá mesmo
Pois tem algo em comum com o universo
Ambos são infinitos

E até a infinidade foi Deus que criou
E foi isso que me fascinou

Tentei resistir muitas vezes ao que Deus tinha para mim
Porque o mundo que estava e ainda estou
Era estranho e sem fim

Então o núcleo da minha vida começou a nascer
Pouco e devagar
Foi um parto a doer
E sei que ainda nem vai a metade
Quando acabará esta minha ansiedade?

Não sei
Não entendo
Não percebo
Quase nada

Mas Deus sabe
Deus entende
Deus percebe
Mesmo tudo

Passado um tempo
Descubro o nome deste mundo
Onde os meus pés começam a pisar
O meu sorriso a rasgar
E pessoas a quererem-me abençoar

Este mundo tem um nome de Academia
Mundo além do universo
Mundo este que não cabe num único verso
Com caminhos diversos
Longos e abertos

Dando-me sempre duas opções
Pecar ou regenerar

E por ambos caminhos tenho entrado
Conhecendo seres com um cadeado
Seres com perfume exagerado
Seres que tudo querem
Mas também seres felizes
Seres que principalmente na Academia me tocam com as sua próprias vidas

Nesta terra
Que Deus criou
E que o homem quer destruir
Não sabendo o amor
Que por ele Deus está a sentir

Daqui adiante
Posso renascer
Posso sorrir
Posso cair
Posso até chorar
Mas esta Academia
Para sempre irei recordar.

Marisa Gonçalves, aluna da Academia 1



Há um tempo para sonhar, um tempo para aprender,
Um tempo para ganhar e para perder.

Planos e visões,
Desejos e ambições já brotaram de nossos corações.

Que tempo é este?
De viver o dia a dia e esquecer o que me movia?

O que sonhaste, algures deixaste,
Seguiste sem sequer te importares.

Quando algo novo surge é com os dias contados,
E os sorrisos quebrados.

Levanta os olhos e volta a ver…

Planos e visões,
Desejos e ambições a brotarem de nossos corações.

Rita Adónis, aluna Academia 1.